O cenário dinâmico da administração de ativos imobiliários, notadamente entre proprietários representados por Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e Empresas de Propriedades, apresenta desafios únicos para os gestores de facilities. Vamos explorar as abordagens distintas que os profissionais de facilities devem adotar para otimizar a eficiência operacional e garantir a satisfação dos ocupantes, considerando as particularidades de cada perfil de proprietário.
Alguns exemplos de grandes empresas proprietárias e fundos de investimentos:
Autonomy Investimentos, Brookfield Properties, BTG Pactual, Credit Suisse Brasil, HSI, Kinea Investimentos, Safra, SYN, Vinci Partners
1. Colaboração Estratégica:
Para gestores de facilities, a colaboração estratégica com o FII implica em atender a uma diversidade de locatários, demandando flexibilidade e agilidade nas operações. A necessidade de adaptação constante aos requisitos específicos de diferentes inquilinos torna imperativo um entendimento profundo das políticas e regulamentos internos do FII. Por outro lado, ao lidar com Empresas de Propriedades, a colaboração pode ser mais direta, uma vez que muitas decisões podem ser tomadas internamente e de forma direta, sem passar por aprovações ou assembleias múltiplas, facilitando a implementação de estratégias de gestão.
2. Personalização de Serviços:
A personalização de serviços é crucial quando se trabalha com FIIs, pois diferentes inquilinos podem ter requisitos distintos em termos de instalações e comodidades. Gestores de facilities devem ser ágeis na adaptação de serviços, garantindo que as necessidades específicas de cada locatário sejam atendidas. Por outro lado, em empreendimentos de Empresas de Propriedades, a personalização pode ser mais alinhada com uma estratégia global, possibilitando uma implementação mais padronizada de serviços, sem deixar de lado as necessidades dos locatários.
3. Adaptação à Liquidez e Fluxo de Locatários:
No caso dos FIIs, a gestão de facilities deve estar preparada para lidar com a liquidez diária, refletida na entrada e saída constante de locatários. A capacidade de adaptar rapidamente os serviços e manter os padrões de qualidade é essencial para preservar a atratividade do empreendimento. Já em empreendimentos de Empresas de Propriedades, a gestão de facilities pode focar em estratégias de longo prazo, dada a estabilidade proporcionada por inquilinos frequentemente mais consolidados.
Outro ponto importante é a liquidez do próprio Fundo, que tendem a ter prazo para entrada e saída da propriedade de forma mais frequente que as empresas de propriedades.
4. Eficiência Energética e Sustentabilidade:
Ambos os modelos de propriedade demandam uma abordagem sustentável, mas as estratégias podem variar. Em FIIs, a conscientização ambiental é fundamental para atrair inquilinos e investidores conscientes. Por outro lado, Empresas de Propriedades podem focar em investimentos estratégicos em eficiência energética, aproveitando sua estabilidade financeira para implementar soluções de longo prazo.
Adaptar-se a Fluidez dos Fundos Imobiliários e a Gestão de Propriedade, das Empresas Proprietárias.
Gestores de facilities desempenham um papel crucial na maximização do valor dos ativos imobiliários, adaptando suas estratégias conforme as nuances dos proprietários, sejam eles FIIs ou Empresas de Propriedades. A flexibilidade, colaboração estratégica e a capacidade de personalizar serviços são a chave para enfrentar os desafios e explorar as oportunidades apresentadas por esses diferentes modelos de propriedade. Em última análise, a sinergia entre gestores de facilities e proprietários é essencial para criar ambientes que atendam às demandas dinâmicas do mercado imobiliário.
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Escrito e publicado por Ana Paula Ribas dAvila Altman.





