A Geração X (1964 a 1981) e, especialmente, os Millennials ou Geração Y (1982 a 1994), marcaram uma revolução em que as mulheres se tornaram independentes e superpoderosas. Contudo, também houve um descompasso na educação dos meninos, que não acompanharam esse desenvolvimento e muitas vezes foram criados para serem provedores e buscarem uma mulher “do lar”.
Basta olhar ao redor e encontrar dezenas de mulheres fortes e bem-sucedidas, mas que não encontraram um homem à sua altura. Embora dados da OMS indiquem que os homens brasileiros tenham, em média, 1,73 m e as mulheres 1,61 m, eles ainda se apequenam diante de uma mulher independente e bem-sucedida profissionalmente.
Apesar de que há espaço para muitas conquistas, a sociedade, durante muito tempo, se preocupou em empoderar as mulheres, tornando-as capacitadas profissionalmente e independentes financeiramente, o que as colocou em muitas posições de destaque. Há 50 anos, não era comum ver mulheres liderando empresas, países ou descobertas científicas.
Contudo, os meninos de ontem, agora homens de hoje, ainda enfrentam dificuldades em lidar com o protagonismo feminino. Portanto, é preciso que os meninos de hoje estejam preparados para lidar com as mulheres de amanhã.
A maternidade para mulheres bem-sucedidas profissionalmente, que ocupam cargos de liderança e protagonismo, tem uma função essencial de educar e empoderar seus filhos meninos. Uma mulher pode ser o que ela quiser, mas ele deve ser gentil, educado e também bem-sucedido. Afinal, a sociedade ideal é feita ao unir o melhor de todos nós.
Uma mulher preparada para o sucesso, executiva, líder, influenciadora, não deixa de ser feminina e delicada. É preciso desmitificar que uma mulher delicada não é uma mulher forte, no qual o antônimo é fraco ou fraca. Da mesma forma que hombridade, não significa machismo, mas um homem digno, ético e honesto, como todos deveriam ser.
Mulheres em posições de liderança oferecem exemplos concretos de que o sucesso e a competência não têm gênero. Elas mostram que a inteligência, a capacidade de liderança e a determinação não são qualidades exclusivas de um sexo. Quando meninos crescem vendo mulheres ocupando cargos de poder e influência, internalizam a ideia de que o respeito e a colaboração com mulheres fortes são naturais e esperados.
Nesse contexto, a parceria com maridos, pais e companheiros é fundamental. Criar conexões de respeito e admiração não significa, em hipótese alguma, menos virilidade. O exemplo vem de casa, podendo influenciar positivamente a formação das futuras gerações.
Portanto, é preciso continuar empoderando as meninas, mas também é essencial empoderar e inspirar os meninos. Eles devem crescer com a convicção de que a igualdade de gênero é uma meta alcançável e benéfica para todos, sem deixar de lado as próprias características e anseios masculinos.
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Escrito e publicado por Ana Paula Ribas dAvila Altman.